Agora vamos aerar o mosto. Aerar, em nosso caso, nada mais é do que introduzir ar no líquido. O fermento precisa de oxigênio para se multiplicar e iniciar seu trabalho, que é consumir os açúcares presentes no mosto. Mas visto que durante a fervura o oxigênio do mosto se perdeu, é necessário reintroduzir oxigênio. Há várias formas de introduzir oxigênio no mosto. Algumas pessoas fecham o fermentador com o mosto dentro e agitam o mesmo para que o oxigênio seja misturado. Também é possível adicionar oxigênio puro ao mosto, usando um cilindro de oxigênio comprado. Esta última técnica é a ideal, pois evita o risco de contaminação. É usada pelas cervejarias, mas também é a mais dispendiosa pro cervejeiro caseiro iniciante. Em nosso caso, nós vamos aproveitar a transferência para o fermentador para fazer a oxigenação do mosto.
À medida que transfere o mosto para o fermentador, deixe que o mosto “caia” de certa altura, fazendo com que o mesmo seja oxigenado sozinho. Para isso, ajuste a altura da válvula ou da mangueira em relação ao fermentador de modo que, ao cair, o mosto seja agitado. Também é importante manter a vazão do mosto baixa, auxiliando na oxigenação. Uma espuma começará a ser formar sobre o mosto e isso é normal. Como citamos anteriormente, se possível mantenha o fermentador o mais fechado possível durante este procedimento. |